Impressionante como a história dos clubes de futebol se perdem com o tempo. Toda a luta por títulos, sede, campo. Todas as crises financeiras, políticas, sociais e raciais. Tudo pelo o qual nossos antepassados futebolísticos lutaram para construir para então, chegar ao que é hoje, tudo se desmancha no ar. Futebol é paixão. Talvez seja por isso que seja tão difícil perceber o quanto ele se deteriora com o passar dos campeonatos. Quantos Helenos de Freitas, Azeredos e Paulinos são esquecidos? Quantos não são nem conhecidos?
Olhar para trás, ver quanta coisa se passou, ver como tudo se construiu. As paredes de General Severiano, confessionário de Carvalho Leite, Murtinho Braga. Quantos pés artistas, dignos de gols históricos, polêmicos, extraordinários, já não pisaram ali. Os choros da derrota, as lágrimas da conquista, os gritos, a amizade e o companheirismo. Tudo tão perto, ali, na antiga sede alvinegra. Mas tão longe, não só pelo traçar da linha do tempo. Mas pelo o desinteresse do jogador, do torcedor.
Saibamos ser personagens nesta época. Mas saibamos olhar para trás, admirar, aprender, conhecer quem fez a história. Talvez sejamos um pouquinho do que o outro nos deixou, construiu. Ficaremos mais perto assim então, das pernas tortas de garrincha, da sabedoria de Nilton Santos. Aprenderemos a loucura de sermos todos botafoguenses.
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Um comentário:
Caraca..sem palavras pro blog. Descreve tudo que eu sinto minuciosamente..Obrigado!
Valeu!
Bjs!
Matheus (UFRJ)
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